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Moleira do bebê: qual é a função e quais são os perigos?

Quando se preocupar com a moleira do bebê? Entenda neste guia!

É interessante como há coisas que nós aprendemos somente através do conhecimento comum, não é mesmo?

Por exemplo: em algum momento da nossa vida, aprendemos que os bebês são seres extremamente frágeis e que a cabeça deles é ainda mais delicada, pois lá está a famosa moleira.

A partir dessas noções gerais, tornou-se consenso que lidar com recém-nascidos é algo que deve ser feito com muito cuidado e gentileza – esse cuidado só não precisa ser uma preocupação, um excesso.

Se você é uma mamãe de primeira viagem e quer entender mais sobre as questões médicas que motivam essa questão, entenda tudo sobre a moleira do bebê neste post!

O que é a moleira?

De acordo com uma matéria publicada pelo Journal da Universidade de São Paulo, a moleira é o termo utilizado para definir os espaços que separam o crânio dos bebês. Entretanto, na medicina, essa região é chamada de fontanela.

Além disso, a moleira não é singular: existem duas fontanelas simples. Ambas estão posicionadas na região central do crânio, sendo diferenciadas como anterior e posterior. A menor está localizada na parte de trás da cabeça do pequeno, já a maior é a mais famosa, pois fica no alto da cabeça.

Segundo o conteúdo didático “Medidas do crânio”, elaborado pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), o tamanho da moleira pode variar entre 1 e 3 cm.

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Qual é a função da moleira?

É curioso pensar que o bebê se desenvolve por nove meses dentro do útero da mãe para nascer com o “crânio aberto”, né? Entretanto, essa pequena “falha” é fundamental.

Em uma matéria da Revista Crescer, o pediatra Jaime Murahovschi confirma que as moleiras são extremamente importantes, pois oferecem duas vantagens tanto ao recém-nascido quanto à mamãe.

A primeira está relacionada à caixa craniana do bebê, que se contrai para passar pelo canal vaginal, facilitando o parto. Isso é possível pois o crânio do recém-nascido é composto por um conjunto de ossos unidos por tecidos resistentes e elásticos.

A outra função primordial da moleira é proteger o cérebro. Ela permanece na cabeça dos pequenos até que os ossos cranianos consigam se unir, processo que acontece entre o 11º e 15º mês de vida.

Qual o perigo da moleira do bebê?

Apesar de termos sido ensinados a nunca tocar na moleira do bebê, a região não é tão frágil quanto parece.

É isso que relata a pediatra Elisabeth Fernandes em uma matéria publicada pela Revista Pais & Filhos. A médica menciona que o cérebro da criança é muito bem protegido pela moleira.

Dessa forma, você pode passar a mão pela região, lavar a cabeça do bebê e até fazer carinhos delicados sem grandes preocupações, pois essa região é sim sensível, mas não precisamos nos preocupar em excesso.

O único cuidado que devemos ter é não apertar a moleira! A recomendação vale mesmo após a formação da caixa craniana do bebê.

bebê enrolada em mantinha rosa sorri

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A moleira pode fechar de maneira precoce?

Sim, ela pode fechar antes do previsto. Caso aconteça, isso precisa ser analisado com cuidado por um pediatra, visto que pode atrapalhar o desenvolvimento cerebral do bebê.

Além disso, pode causar deformidades na cabeça da criança, chamadas de cranioestenose ou craniossinostose.

De acordo com a Sociedade de Pediatria de São Paulo, a condição geralmente ocorre em meninos, afetando uma criança em duas mil nascidas. As principais causas costumam estar associadas a:

  • Fatores congênitos;
  • Hereditariedade;
  • Distúrbios intrauterinos;
  • Doenças infecciosas;
  • Medicamentos.

É fundamental realizar consultas pós-parto, pois o exame físico efetuado pelo especialista é uma das maneiras de diagnosticar a condição. Também é possível confirmá-la com exames radiológicos e avaliações por neuroimagem.

Para garantir o desenvolvimento completo do cérebro, será necessário realizar uma cirurgia até o 8º mês de vida. No procedimento, o médico criará espaços para que o órgão responsável pelo sistema nervoso se desenvolva normalmente.

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O que significa uma moleira inchada?

Como a moleira está no topo da cabeça da criança, é fácil saber quando ela está irregular. Uma das alterações é nomeada “moleira alta” ou “moleira inchada”.

Normalmente, a moleira fica no mesmo nível que o resto da cabeça do bebê, mas quando ela está saltada pode ser um indicativo de alterações na pressão cerebral.

Conforme o artigo publicado na MedlinePlus, a maior biblioteca médica do mundo, a moleira inchada pode indicar quadros de:

  • Encefalite: inflamação cerebral causada por um agente infeccioso, podendo ser bactérias, parasitas, fungos e principalmente vírus;
  • Hidrocefalia: acúmulo de líquido dentro do cérebro, geralmente causado por traumas na região;
  • Meningite: inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro, frequentemente causada por bactérias ou vírus;
  • Aumento da pressão intracraniana (dentro do crânio do bebê).

Independentemente da causa, se aparecerem sinais, a criança deve ser levada ao médico o mais rápido possível. Dessa forma, o especialista conseguirá diagnosticá-la para que a condição não afete seu desenvolvimento cerebral.

Conseguiu tirar as suas dúvidas sobre a moleira dos bebês neste post? Caso tenha mais alguma, deixe nos comentários abaixo que nós responderemos!

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Jefferson Back

Autor: Jefferson Back

Graduado em Publicidade e Propaganda pela Unisociesc Blumenau, atua no universo digital há quase dez anos. Pós-graduando em Neuromarketing e Brandsense pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), é fascinado pelo mundo da comunicação e comportamento humano.

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