Controle parental na internet: vamos refletir!

Um dos maiores problemas para todos os papais e mamães da atualidade tem sido o uso de celulares, tablets e notebooks pelas crianças. Isso porque, principalmente em tempos pandêmicos, o tempo que os pequenos permanecem nas telinhas aumentou demais em muitas casas. Com isso, surgem dúvidas de como lidar com a situação, se devemos monitorar ou até controlar os aparelhos eletrônicos dos filhos.

Hoje, nós do blog Brandili vamos lançar uma luz sobre esses questionamentos! Reunimos as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e vamos repassá-las para você de maneira simplificada, além de falar sobre os vários perigos da internet. Vamos começar respondendo uma questão polêmica:

Monitorar os filhos é válido?

Não há dúvidas de que a internet pode ser muito boa – os seus conteúdos informativos são muitos e as possibilidades de aprendizado infinitas! Mas sabemos que as crianças e os adolescentes tendem a utilizar essa ferramenta bem mais para fins de entretenimento, através dos jogos e das redes sociais.

Só que esse uso pode ser muito nocivo, e é aí que o controle parental entra. A internet é um lugar perigosíssimo até mesmo para os adultos, então quem dirá para as crianças, que ainda não têm maturidade suficiente para usar essa ferramenta sem supervisão. Os limites do uso são os pais.

Afinal de contas, o mundo virtual é tão público e repleto de riscos quanto o real! Logo, você pode e deve (de acordo com o artigo 932 do Código Civil) fazer a vigilância dos aparelhos eletrônicos dos seus filhos menores de idade. No entanto, essa relação deve ser construída na base da confiança e diálogo, sem violação da privacidade de forma agressiva e fazendo com que o seu filho ou filha compreenda a necessidade dessa “vistoria”.

Quais são os perigos da internet?

Na internet, a vulnerabilidade das crianças está sempre sujeita às más intenções alheias, além das consequências fisiológicas de ficar muito tempo no celular. Para que você saiba exatamente quais são esses riscos e como evitá-los, separamos 5 tópicos que demonstram os perigos da internet:

1. Vício em eletrônicos

Uma das piores consequências do avanço das redes sociais foi a síndrome de recompensas rápidas. Basicamente, os jovens adquiriram uma necessidade por entretenimentos constantes e imediatos, que só podem ser oferecidos pelos “feeds” do Instagram, Twitter, Tiktok e etc.

Esses aplicativos oferecem resultados de maneira instantânea e infinita, e as crianças passam a ter preferência só por esse tipo de atividade. Qualquer outra coisa que demande tempo e esforço, como ler um livro, não é páreo para as recompensas oferecidas pelos eletrônicos.

Mas você sabia que a SPB define o uso abusivo de jogos eletrônicos como doença? Ou seja, passar noites em claro no computador ou o dia inteiro no celular não é só mais uma parte da adolescência, é um vício e deve ser tratado com seriedade!

Esse perigo deve ser tratado por meio da limitação do tempo de eletrônicos, e a SBP definiu a quantidade exata de horas que cada faixa etária pode ter por dia no celular ou tablet:

  • Menos de 2 anos: nenhuma exposição;
  • Entre 2 a 5 anos: uma hora diária;
  • Entre 6 a 10 anos: no máximo 2 horas diárias supervisionadas;
  • Entre 11 a 18 anos: no máximo 3 horas por dia.

Seguindo essas recomendações você garante que o seu filho(a) não se viciará nas recompensas fáceis oferecidas pela internet e sofra dos problemas causados pelo uso de eletrônicos em demasia. Como alternativa, que tal relembrar a sua infância sem telas e apresentar brincadeiras antigas para as crianças aprenderem outras formas de diversão?

2. Conteúdo explícito

Não é segredo que existe de tudo na internet. Em mãozinhas ingênuas, conteúdos violentos ou sexuais podem ser acessados de maneira acidental, interferindo no desenvolvimento natural das crianças. Essa precocidade pode gerar diversas síndromes e traumas no futuro – vamos reservar para as crianças o que é de criança!

Os conteúdos de publicidade infantil também são uma grande problemática! Os youtubers e influencers infantis costumam produzir diversos vídeos patrocinados, incentivando indiretamente as crianças a comprarem tal brinquedo ou produto.

Por isso, fique sempre de olho no que os pequenos estão assistindo e ative os filtros de faixa etária disponíveis na maioria dos sites e aplicativos!

3. Exposição a riscos

Infelizmente, a internet está repleta de pessoas más intencionadas. A vulnerabilidade das crianças, que navegam por sites e aplicativos de interação social sem cuidado, pode ser facilmente aproveitada por predadores. É essencial que você explique esses riscos de forma direta e sem floreios!

A maioria das redes sociais só exigem uma idade maior que 13 anos para a criação de contas, então nada de crianças usando o Facebook ou o WhatsApp! Depois disso, você pode pedir ao seu filho para manter uma conta privada e só aceitar solicitações de conhecidos, lembrando-o que um estranho na internet pode não ser quem diz.

4. Problemas de saúde mental

Já falamos sobre a dependência e o vício dos eletrônicos, mas a internet pode oferecer outros problemas de saúde mental. A SPB nomeia a irritabilidade, a depressão e a ansiedade como consequências comuns do uso exagerado de eletrônicos

O desenvolvimento de déficit de atenção, hiperatividade, insônia e transtornos alimentares como anorexia e bulimia também são riscos. Ou seja, a saúde mental da criança pode estar seriamente comprometida se ela abusar das redes sociais ou videogames!

5. Problemas de saúde física

A deterioração da saúde física também é um dos perigos oferecidos pelo abuso da internet! Como estão acostumados com recompensas imediatas, as crianças e os jovens rejeitam quaisquer atividades físicas que requerem tempo e esforço.

Como resultado, problemas visuais como a miopia e a síndrome visual do computador, deficiências auditivas e transtornos posturais e musculoesqueléticos podem ser desenvolvidos. Vamos tirar os filhos da frente das telas e incentivar outros passatempos!

Nós temos um post especial com brincadeiras perfeitas para uma festa do pijama – assim toda a criançada fica animada e esquece o celular pela noite!

Como monitorar: o que pode e o que não pode?

Conhecendo mais sobre a realidade dos perigos da internet, as mamães urso que leem o nosso blog estão ansiosas para conhecer métodos para preveni-los, né?

Nós já adiantamos que não é por meio de aplicativos de rastreio! Ler as mensagens de texto dos filhos não faz parte de um bom protecionismo – na verdade, essa pode ser uma seríssima violação de privacidade.

Isso quebra a confiança mútua que deve existir entre vocês, então, ao invés de optar por monitorar o Whatsapp da criança, foque em sempre reforçar os perigos da internet e mantenha uma linha de comunicação aberta entre vocês, para que os pequenos e os mais crescidinhos saibam que podem contar com você para tudo.

Seguir as recomendações dos especialistas da SBP que indicamos também é importantíssimo! Acompanhe de perto os dados que são inseridos, as compras e as pessoas que o seu filho assiste, sempre respeitando o seu espaço pessoal.

Se você quiser descobrir novas formas de abordagem para conversar sobre a internet as restrições que vai impor, leia o nosso post sobre a comunicação com afeto! As informações da psicanalista Elisama Santos podem te ajudar a educar melhor!

Escrito por Equipe Brandili

A Brandili é muito mais do que uma fábrica de roupas, é uma empresa que trabalha com amor, carinho e muita dedicação.

Comente!

Assuntos Relacionados